A Veeam Software divulgou o Relatório de Resiliência e Confiança de Dados de 2026, revelando um descompasso relevante entre a confiança das empresas em sua capacidade de recuperação cibernética e os resultados efetivos após ataques de ransomware. Embora 90% dos líderes afirmem estar preparados para se recuperar rapidamente, apenas 28% conseguem restaurar totalmente os dados comprometidos.
Baseado em respostas de mais de 900 executivos de TI, segurança e risco, o estudo mostra que, na prática, as organizações recuperam, em média, apenas 72%dos dados após incidentes. O impacto vai além da área técnica: 41% reportaram perdas financeiras, 42% impacto direto em clientes e 38% enfrentaram indisponibilidade prolongada de sistemas críticos.
O avanço da inteligência artificial intensifica esse cenário. Segundo o relatório, 43% das empresas reconhecem que a adoção de IA ocorre mais rápido do quea capacidade de proteger dados e modelos, enquanto 42% ainda têm visibilidade limitada sobre o uso dessas ferramentas. Além disso, 40% não atualizaram suas políticas de segurança para lidar com riscos específicos de IA.
O estudo aponta que organizações com maior maturidade em resiliência adotam quatro práticas-chave: visibilidade completa dos dados, controles de segurança efetivos, testes reais de recuperação e alinhamento executivo sobre métricas e responsabilidades. Empresas que ampliaram investimentos em cibersegurança também apresentaram desempenho superior, com taxa de recuperação completa mais que o dobro em relação àsdemais.
O cenário indica uma mudança estrutural: confiar na recuperação já não é suficiente. Em um ambiente de risco ampliado por ransomware e IA, a resiliênciade dados passa a ser um fator direto de continuidade e desempenho dos negócios.
Anand Eswaran, CEO da Veeam diz que a confiança na recuperação após um ataque de ransomware é alta, mas os dados mostram uma realidade diferente, e a IA está ampliando ainda mais essa diferença.
“Mesmo as organizações mais avançadas estão percebendo que existe uma diferença relevante entre confiar na recuperação e comprovar que ela de fato funciona. A resiliência de dados continua sendo um requisito essencial: saber quais dados você tem, onde eles estão, quem pode acessá-los e comprovarque é possível restaurar dados limpos e confiáveis rapidamente quando ataques ou falhas operacionais colocam o negócio sob pressão”.


















