Durante o evento mindset360, Glaucio Silva, Diretor de Vendas da Genetec no Brasil, detalhou a mudança estratégica na abordagem da companhia, o papel central da Tecnologia da Informação (TI) nas decisões de segurança e como o mercado brasileiro vem acelerando a adoção de tecnologias de ponta.
A Genetec tem promovido um discurso firme para desvincular a segurança eletrônica do modelo puramente tradicional. Segundo Silva, o objetivo atual é mostrar que a tecnologia de segurança é uma geradora de inteligência operacional para a tomada de decisões corporativas.
“Há uma mudança de abordagem na área de segurança, saindo do modelo conhecido de uma central de monitoramento com câmeras e todo mundo olhando o que está acontecendo. O gestor de segurança, o dono de uma empresa ou o executivo precisa de informação para tomar decisões para o negócio” — Glaucio Silva.
De acordo com o executivo, dados extraídos de sistemas de controle de acesso e vídeo podem ser usados para otimizar fluxos de pessoas em empreendimentos, antecipar riscos e melhorar a eficiência operacional. Por isso, a comunicação da empresa mudou: em vez de focar em especificações técnicas ou módulos isolados, o diálogo atual foca na entrega de resultados práticos para a continuidade do negócio.
Ponte entre segurança física e TI
A influência crescente do departamento de TI nas decisões de compra de segurança física é uma tendência consolidada. Contudo, em vez de substituir o interlocutor tradicional, a Genetec busca atuar como uma ponte de convergência entre os dois setores.
“Nosso papel é aproximar as áreas para que cada necessidade seja atendida. A TI está preocupada com segurança da informação, qualidade dos dados e infraestrutura em nuvem. O gestor de segurança conhece as vulnerabilidades do perímetro e do controle de acesso. Segurança física e lógica hoje são uma coisa só” — Glaucio Silva.
Essa convergência reflete o fim do distanciamento histórico entre as equipes, assemelhando-se ao processo que unificou as redes de telefonia e dados no passado.
Brasil no cenário global
Questionado sobre a maturidade do mercado brasileiro frente às inovações em nuvem e inteligência artificial, o diretor da Genetec destacou que o estigma de que o Brasil estaria “atrás” dos grandes centros globais já ficou para trás.
Se no passado fatores como alta latência e baixo conhecimento técnico geravam resistência na migração de sistemas críticos para a nuvem, o panorama atual é de aceleração. “O Brasil definitivamente não está atrás. Temos um avanço enorme de projetos que já nascem de maneira híbrida ou 100% na nuvem. O país é um polo de data centers, com grande capacidade e eficiência energética, o que reduz drasticamente a latência”.
Com respostas mais rápidas e infraestrutura local sólida, os gestores brasileiros de segurança ganharam confiança para rodar operações críticas em nuvem sem comprometer a prontidão das respostas a incidentes.
Consultoria especializada como diferencial
Em um mercado concorrido e com vasta oferta de produtos, a estratégia da Genetec baseia-se em um modelo consultivo, focado nas dores específicas de cada segmento vertical. “A nossa maneira de abordar o mercado é como uma consulta médica. A primeira pergunta é: ‘O que você sente e como posso te ajudar hoje?’. O time é composto por especialistas em verticais — a necessidade de um data center é diferente da de um hospital, aeroporto ou shopping center”.
Para o executivo, o fator determinante para se destacar na concorrência é transmitir confiança técnica e demonstrar domínio sobre a operação do cliente, indo além do perfil tradicional de vendas de prateleira.

















