Em um cenário de ataques cibernéticos sem precedentes, a expertise e os números apresentados por líderes do setor são essenciais para orientar a estratégia de defesa.
Foi com este pano de fundo que Frederico Tostes, Country Manager da Fortinet no Brasil e Vice-Presidente Regional para América Latina e Canadá, subiu ao palco do Engage Experience, evento promovido pela Ingram Micro.
Com uma trajetória que acompanha a popularização da segurança digital no país, Tostes iniciou sua fala reforçando a posição de liderança da Fortinet: a empresa é número um em cibersegurança no mundo, na América Latina e no Brasil, onde detém mais de 70% da base instalada e responde por 52% da receita do mercado de segurança da informação. “O mercado de segurança é o número um em tecnologia há pelo menos sete, oito anos. Por quê? Porque a gente não vive sem segurança”, afirmou.
Números que assustam: Brasil no epicentro dos ataques
O executivo, no entanto, foi além dos números de mercado e apresentou dados que capturaram a atenção do público. Até meados de 2024, foram identificados 374 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos na América Latina. A cifra por si só já é impactante, mas o detalhe sobre o Brasil é ainda mais contundente: o país foi alvo de 315 bilhões desses ataques.
“Pela primeira vez, o Brasil ficou com uma participação tão forte assim. Um número surpreendente que eu nunca tinha visto na minha vida. O Brasil geralmente sempre foi um dos primeiros, disputando ali com o México, mas com uma distância tão grande do resto da América Latina realmente chamou a atenção”, alertou Tostes. “O que aconteceu conosco esse ano que viramos o foco principal dos atacantes?”.

A resposta: Integração, IA e uma plataforma unificada
Diante desse cenário hostil, a resposta da Fortinet, segundo Tostes, está em três pilares principais: Security Networking (a base histórica da empresa), Security Operations (SecOps) e SaaS (Software como Serviço). O grande diferencial, ele explicou, é a integração dessas frentes por meio de um sistema operacional único, o FortiOS, que permite a troca de informações entre todos os dispositivos de segurança de forma coesa.
“O que ninguém acreditava ser possível era o processamento em uma rede de segurança real. O nosso trabalho não é bloquear acesso. O nosso trabalho é habilitar novos negócios”, destacou.
Um dos trunfos recentes é o investimento pesado em Inteligência Artificial (IA), que já era uma aposta da empresa há mais de uma década. A novidade, agora, é o FortiAI, que permite ao cliente interagir com a rede por meio de perguntas simples para diagnosticar problemas e ameaças em tempo real.
Tostes também enfatizou a importância da segurança para a própria IA, um dos “hypes” do momento que começa a disputar budget com a segurança. “Como garantir esse novo mundo de forma segura? Pensando de forma clara, trabalhando e identificando os riscos da inteligência artificial para conseguir evitar que essas informações fujam de dentro das nossas empresas”.
Resultados tangíveis e o mercado endereçável
A eficácia dessa abordagem integrada é mensurável. Tostes revelou que, em alguns clientes, a Fortinet conseguiu reduzir o tempo entre detectar, conter, investigar e corrigir um problema cibernético de 21 dias para menos de uma hora. “Esse é o nosso grande desafio”, afirmou, lembrando que os atacantes podem passar meses planejando uma invasão antes de agir.
Para os parceiros e revendedores presentes no evento promovido pela Ingram Micro, Tostes apresentou uma visão clara das oportunidades. O TAM (Total Addressable Market) de segurança para a América Latina é projetado para atingir US$ 6 bilhões até 2027 apenas em Networking (com crescimento de 6% ao ano). As áreas de SecOps e SaaS, ainda em aceleração, representam mercados de US$ 1 bilhão e US$ 700 milhões, respectivamente, com a segurança como serviço liderando o crescimento a uma taxa de 13% ao ano.


















