Durante a edição do Smart Retail Brasil 2026, realizada em 5/8, o setor de tecnologia e segurança para o varejo acompanhou discussões sobre a modernização e a eficiência das operações de segurança física e patrimonial. Um dos momentos mais aguardados foi a palestra de Alejandro Angeletti, Senior Regional CSE Director para o Brasil e Cone Sul da Motorola Solutions, que apresentou soluções para redefinir o papel dos Centros de Operações de Segurança (SOC).
O desafio das operações de segurança (SecOps)
Alejandro Angeletti destacou o cenário crítico enfrentado atualmente pelas organizações na gestão de suas Centros de Operações de Segurança (SecOps). As equipes de monitoramento lidam diariamente com o crescimento contínuo do risco operacional e com a sobrecarga severa de alarmes e dados não estruturados.
Para ilustrar esse gargalo, foram apresentados dados alarmantes de pesquisas de benchmark do setor:
46% dos alertas gerados são falsos positivos: Quase metade dos alarmes recebidos pelos operadores não representam ameaças reais, gerando fadiga de alertas e diminuindo a capacidade de resposta a incidentes críticos.
59% dos SOCs enfrentam dificuldades para treinar suas equipes: A alta rotatividade e a complexidade dos sistemas operacionais dificultam a capacitação contínua e a manutenção de padrões operacionais consistentes.
37% das empresas pesquisadas ainda não possuem um SOC estruturado: Uma parcela expressiva do mercado carece de infraestrutura dedicada para monitoramento contínuo.
“As organizações sofrem com o crescimento do risco operacional e a sobrecarga constante de suas equipes”, ressaltou Alejandro Angeletti, apontando para a urgência de automatizar processos repetitivos sem perder o controle humano sobre decisões estratégicas.
Operator, o mecanismo de inteligência
Como resposta direta a esses desafios, a Motorola Solutions apresentou o Operator. Trata-se de uma plataforma baseada em inteligência artificial (IA) nativa em nuvem, concebida para transformar radicalmente a dinâmica de trabalho dos SOCs corporativos.
O Operator atua no monitoramento, na triagem e na resposta a ameaças em tempo real. O grande diferencial da plataforma é a capacidade de filtrar o “ruído” operacional, reduzindo drasticamente os falsos alarmes e assegurando procedimentos padronizados em toda a organização.
Pilares do Operator:
Da detecção ao incidente relevante: Em vez de poluir a tela do operador com centenas de eventos isolados, a IA agrupa e concilia múltiplos eventos de detecção relacionados em um único evento coeso.
Triagem automática e resolução de rotina: A inteligência artificial realiza a verificação inicial e enquadra os incidentes por ordem de severidade, encerrando automaticamente alarmes ruidosos e resolvendo eventos operacionais de rotina.
Visualização dedicada e priorização: A plataforma oferece uma interface intuitiva com atribuição clara de tarefas e priorização inteligente, garantindo foco nos eventos que realmente demandam atenção humana.
Controle humano no centro da decisão (Human-in-the-Loop): Embora a IA automatize a triagem e sugira planos de ação (como procedimentos de evacuação ou verificação por câmeras próximas), o operador humano permanece no controle final para validar e intervir conforme necessário.
Para o setor varejista — caracterizado por redes de lojas pulverizadas, alto fluxo de clientes e grande volume de ativos —, a adoção do Operator representa um salto operacional significativo. Ao mitigar os falsos alarmes e otimizar a resposta a incidentes como intrusões, violações de acesso ou focos de incêndio, as empresas ganham em previsibilidade, redução de perdas e eficiência de custos.


















