Na última quinta-feira, dia 13, a Logicalis promoveu um evento para divulgar o estudo IT Trends Snapshot 2025, em parceria com a consultoria Stratica. Os resultados foram apresentados pelo CEO da empresa, Márcio Caputo, e Cláudia Muchaluat, CRO da Logicalis, e enfatizam a importância da Segurança da Informação.
A nova edição do documento é resultado do levantamento realizado com CIOs e Gestores de TI empresas brasileiras e aponta que 67% dos executivos têm como principal prioridade de negócio aumentar a eficiência operacional, seguida pela melhoria da experiência do cliente (59%) e pela otimização de processos (57%). No orçamento, entre as companhias que faturam acima de R$ 1 bilhão, 59% projetam crescimento no orçamento de TI, sendo que 32% esperam aumento acima de 10%.
Márcio Caputo disse que a pesquisa serve como “bússola” para o médio prazo, em vez de um estado atual definitivo. Caputo afirmou que o Brasil é a operação mais relevante entre os doze países.
O executivo apontou que a cibersegurança permanece a prioridade máxima para as empresas e o avanço das ameaças cibernéticas impulsionadas por inteligência artificial, como phishing personalizado, deepfakes e engenharia social, evidencia a importância de estratégias de segurança mais integradas e proativas.
Em termos de tecnologia, a Segurança da Informação segue como a principal preocupação dos executivos de mercado. O crescimento das ameaças cibernéticas baseadas em IA (como phishing hiperpersonalizado, deepfakes e engenharia social) reforça a necessidade de estratégias mais integradas e proativas. Ainda assim, apenas metade das empresas conta com um Security Operation Center (SOC) e, na média, somente 29% das empresas consultadas contam com um profissional que atue exclusivamente como CISO.
No entanto, quando se trata de empresas com faturamento que chega a bilhões, esse número cresce: 87% passam a contar com um Centro de Operações de Segurança e em 67% delas há um profissional no cargo de CISO.
O CEO da Logicalis destacou esse contraste, lembrando que as empresas precisam de parceiros e ferramentas que forneçam insights precisos para fazerem os aportes de maneira estratégica, entregando o máximo de valor ao board.
“Os dados mostram que o grande desafio das empresas continua sendo a eficiência operacional e a segurança digital. As prioridades refletem a necessidade de reforçar os investimentos em áreas que entregam valor real ao negócio, seja pelo retorno rápido proporcionado por melhorias de processos ou pela continuidade e integridade viabilizada por uma estratégia consistente de cibersegurança para a América Latina”.
Adoção da IA
No âmbito da Segurança da Informação, a pesquisa também verificou as tendências sobre processamento de dados e IA. Os números mostram que a adoção de infraestrutura própria para o processamento de inteligência artificial (IA) ainda não figura como prioridade para a maioria das empresas. Segundo os dados coletados, 63% das organizações utilizam soluções de IA hospedadas externamente, predominantemente em ambientes de nuvem. Em contrapartida, apenas 30% afirmam investir ou ter planos de investimento em infraestrutura interna dedicada à IA.
A IA segue em ascensão nas agendas corporativas, mas ainda enfrenta desafios. Embora 42% das empresas tenham projetos de IA e Machine Learning como prioridade, apenas 30% conseguiram mensurar ganhos concretos em produtividade. A maioria dos investimentos ainda é pouco estruturada e sem clareza do retorno sobre investimento (ROI). Para 87% dos entrevistados, o impacto da IA depende mais da cultura organizacional do que da tecnologia em si.
O estudo também revela que 74% das empresas ainda não possuem políticas específicas de governança para IA, o que representa um risco crescente diante da rápida adoção da tecnologia e da evolução das regulamentações. A governança, aliada à estruturação de dados e à definição de diretrizes claras, será fundamental para garantir o uso responsável e eficaz da IA nos próximos anos.
Estratégia de segurança
Outro destaque da pesquisa diz respeito às abordagens para proteção dos ambientes: enquanto 57% preferem a adoção de múltiplas soluções especializadas, 43% optam por plataformas únicas, evidenciando um impasse em relação à escolha da estratégia a ser adotada. A integração entre ferramentas é apontada como um dos principais desafios, elevando custos e complexidade. Nesse contexto, a simplificação e racionalização das soluções de segurança surgem como caminhos para equilibrar proteção e eficiência operacional.


















