A Traka, empresa do grupo Assa Abloy especializada em controle inteligente de chaves e ativos, participou pela primeira vez do SEG Summit com uma solução sob medida para o setor de segurança corporativa.
Em sua estreia no evento, a empresa apresentou o Traka Touch Pro, linha voltada a grandes corporações, e a mensagem central foi a de que o controle de chaves deixou de ser novidade para se tornar parte natural da segurança das empresas.
“A nossa presença no SegSummit nasceu de boas referências e da vontade de atuar em conjunto com a Assa Abloy, distribuidora da marca no Brasil. A parceria já passa de dez anos, e é mais ativa nos últimos seis”, explicou Diego Cota, Gerente de Vendas Regional para Latam e Caribe da Traka.
Traka Touch Pro: flexibilidade e escalabilidade
O Touch Pro é a geração mais recente dos armários eletrônicos de chaves da Traka. Trata-se de um equipamento robusto e o mais seguro que produzido pela companhia.
Para Cota, é a linha corporativa e empresarial da marca com mais recursos de software e segurança do mercado, e a mesma que grandes corporações internacionais utilizam.
“É a solução que proporciona a flexibilidade e a escalabilidade que o mercado brasileiro exige. A Touch Pro é a evolução da linha Traka Touch, com melhorias em construção, materiais e design, que facilitam a manutenção e a operação. Ela controla quem pode retirar cada chave, e quando, e registra toda a movimentação em uma trilha de auditoria disponível 24 por 7”, destacou.
Como funciona: do iFob ao software

O coração do sistema é o iFob, dispositivo preso ao chaveiro que identifica cada chave de forma única e permite a auditoria eletrônica de tudo o que acontece com ela. Nas faixas receptoras com travamento, o iFob fica preso ao armário, o que dá controle individual sobre o acesso a cada chave. Feito de cobre niquelado, não exige manutenção e foi pensado para durar anos.
O usuário se identifica por cartão de acesso (o mesmo que a empresa já utiliza), por leitor biométrico de impressão digital, para o nível máximo de segurança, ou por PIN exclusivo. O PIN serve para acessos temporários, como o de um prestador de serviços, ou como camada extra junto com cartão ou biometria. A operação é feita em uma tela sensível ao toque de 7 polegadas, com acesso de administrador a relatórios e recursos de gerenciamento.
Na prática, o armário decide quem pode retirar cada chave, a que horas e sob quais regras. Também pode enviar alertas, por exemplo, se uma chave não for devolvida no prazo ou se um processo não for seguido. Cota resume o papel do equipamento em duas frentes: mais segurança e melhor operação dos processos dentro da empresa.
Para qualquer tamanho de operação
A linha tem quatro tamanhos. O Touch Pro V é compacto e comporta até 5 conjuntos de chaves. O M acomoda até 20 chaves (40 em densidade dupla), o S chega a 60 (120 em densidade dupla) e o L, voltado a organizações maiores e com alta rotatividade, suporta até 180 chaves (360 em densidade dupla). As faixas receptoras são modulares, podem ser adicionadas e reposicionadas e estão disponíveis nas versões de bloqueio, somente auditoria e densidade dupla.

Os armários podem funcionar de forma totalmente autônoma, quando não há rede disponível, ou ser administrados de forma centralizada pelo TrakaWEB, software baseado em navegador.
Segundo Cota, um armário não pode atuar só com permissões: precisa atuar com processos. Por isso o TrakaWEB administra pessoas, ativos, horários e permissões e também cuida de manutenção, reservas de chaves e relatórios de operação em tempo real. Para clientes com operações mais simples, o software pode nem ser necessário.
Mais do que chaves: ativos e integração
O executivo explicou que o conceito de “ativo” vai além das chaves. Nos lockers, a solução pode controlar laptops, rádios e smartphones. O diferencial, segundo ele, está na integração do TrakaWEB com plataformas de controle de acesso e segurança, como Genetec, Lenel, AMAG e Gallagher. A página oficial do produto lista ainda integrações com Honeywell EBI, Paxton Net2, C-CURE 9000, entre outras, além do Microsoft Active Directory. Com isso, usuários e permissões são sincronizados com o sistema que a empresa já tem.
“Atualmente a rotina de um novo funcionário pode ser resumida em: crachá, chaves de veículo, locker para pertences, equipamentos de trabalho e um smartphone de testes. Dessas cinco coisas, quatro podem ser controladas com a Traka. Tudo dever estar conectado ao sistema global de segurança, e não ser administrado por separado”, apontou Cota.
Mercados: da tecnologia à mineração
A Traka já é um player natural em data centers e tecnologia no Brasil. Agora, a empresa mira novos verticais com forte necessidade de controle de chaves e ativos: manufatura, setor bancário e mineração, que o executivo apontou como prioridades.
O executivo disse que o mercado brasileiro é desafiador para fornecedores estrangeiros, por causa de impostos, regras e certificações. Ao mesmo tempo, as soluções precisam ser simples e de fácil operação.
“O cliente brasileiro, segundo o executivo, prefere operações que reduzam a chance de erro do usuário, sem abrir mão da segurança. Em muitos casos, o que ele busca é migrar de um processo 100% manual, com papel e planilhas, para algo eletrônico. A oferta, portanto, precisa combinar simplicidade, preço acessível e facilidade de uso”, finalizou.


















