Intel debate gestão integrada em projetos de segurança 

A gestão integrada da segurança deve ser vista como um valor estratégico para as empresas, com a união cada vez maior entre TI e OT.

A Intel foi uma das participantes do painel “Além da tecnologia: gestão integrada e colaboração em projetos de segurança complexos”, que aconteceu no dia 4, durante a ISC Brasil 2025.

Fabiano Sabatini, Gerente de venda e Líder de IA da INTEL, participou do encontro juntamente com outros executivos, como Flávia de Oliveira (Convergint), Pedro Sá (Acelen) e Gustavo Gravina (Accenture).

Sabatini iniciou o painel introduzindo o assunto e falando sobre o tema e a pesquisa do IDC, que mostra a maturidade da Inteligência Artificial.  Ele disse que a Inteligência Artificial (IA) deixou de ser apenas um conceito futurista para se tornar um pilar estratégico no mundo dos negócios e da segurança. 

“Recentemente, a IA ganhou papel fundamental como parceira digital para ajudar na capacidade humana de decisão com rapidez, precisão e poder de análise excepcionais. As empresas já estão utilizando em processos para melhorias internas, com interações entre as áreas, como mostrado nas pesquisas”.

O especialista compartilhou dados e percepções da pesquisa IDC 2025 Security Megatrends sobre a crescente maturidade e adoção da IA.

Sabatini destacou a mudança radical na indústria, onde os cinco principais tópicos de segurança estão agora intrinsecamente ligados à IA. Dentre eles, ele citou a Automação Inteligente de Segurança e a Inteligência Visual (que supera a videovigilância comum), além de focar na crescente e crucial convergência entre TI e OT (Tecnologia da Informação e Tecnologia da Operação).

Com base no estudo que ouviu quase 500 empresas, Sabatini enfatizou o papel da IA como uma “parceira digital fundamental”.

“A tecnologia melhora a capacidade humana de tomada de decisão com rapidez, precisão e poder de análise excepcionais, impactando diretamente na eficiência operacional, na inovação e na produtividade dos funcionários”, afirmou.

Os dados apresentados pelo executivo no estudo confirmam o otimismo: 97,6% das empresas pesquisadas relataram melhorias de desempenho de até 49% após a adoção de IA. Apenas 11 organizações de um total de 462 enfrentaram problemas ou não viram benefícios, o que reforça o vasto potencial da tecnologia.

 

Brasil em destaque e crescimento global

O Brasil surge no estudo como a nação mais confiante na sua prontidão para implementar a IA, o que se traduz em um forte otimismo em relação aos ganhos empresariais. Esse crescimento é impulsionado, principalmente, pela busca por aumento da eficiência operacional (45,9%), aumento da produtividade dos empregados (32,9%) e aceleração da inovação (32%).

Para o mercado, as expectativas são ainda maiores: a IDC projeta que a IA eleve o PIB global em 3,5%, atingindo a marca de US$ 19,9 trilhões até 2030. Esse crescimento abre novas oportunidades de negócios e exige que as empresas invistam em recursos para desenvolver e implementar suas iniciativas de IA de forma estratégica.

Finalizando o painel, o executivo da Intel enfatizou a importância da gestão integrada e da segurança como valor ampliado. 

“A gestão integrada da segurança deve ser vista como um valor estratégico para as empresas. A união de TI e OT nas soluções é o caminho para um futuro mais seguro e eficiente”, ressaltou.

 

Integração de processos robustos e pessoas qualificadas

A discussão mostrou que a segurança é uma jornada que começa com a tecnologia, mas vai muito além dela. Exemplos como o uso de câmeras embarcadas e outras soluções tecnológicas foram citados, reforçando como a inovação é crucial para proteger bens e operações. No entanto, a tecnologia, por si só, é insuficiente.

O desafio reside em integrar um conjunto de fatores para criar uma defesa robusta. Essa iniciativa inclui a preparação de equipes, capacitação de líderes e a implementação de processos claros. O painel destacou a importância de um líder que atua de forma comprometida com a empresa, incentivando uma equipe proativa, que não apenas reage a incidentes, mas antecipa riscos e se prepara para o pior cenário.

A complexidade dos projetos de segurança atuais foi um tema central. Diferente de projetos lineares e simples, a segurança hoje envolve “partes móveis” — múltiplas tecnologias, ameaças em constante evolução e escopos que mudam rapidamente. Tentar aplicar um modelo de negócio simples a esse cenário complexo é um erro que pode custar caro.

É aí que entra a tríade da segurança: tecnologia integrada, processos robustos e pessoas qualificadas. Essa combinação é a base para construir e solidificar qualquer negócio. Os palestrantes foram unânimes em apontar que, entre os três, o fator humano é o mais importante, sendo o elo crucial de toda a operação.

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Eduardo Boni Pontes

Diretor de Conteúdo

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