O Dia Internacional da Proteção de Dados marca uma discussão: a proteção de dados pessoais significa preservar direitos fundamentais de liberdade e privacidade.
Essa é a perspectiva da Nutanix. Segundo a empresa, em um cenário em que golpes e extorsões se alimentam de informações expostas, o impacto de um vazamento deixa de ser abstrato e passa a afetar diretamente pessoas, a confiança nas relações digitais e a continuidade das organizações.
Soberania de dados e nuvem: de debate técnico a infraestrutura crítica
A nuvem soberana é um modelo pensado para apoiar organizações no cumprimento de leis e regras específicas de cada país ou região, especialmente sobre como dados e aplicações são armazenados, acessados e usados. Na prática, envolve soberania de dados, operacional e digital: não basta saber onde o dado está; é preciso assegurar quem controla, quem acessa e como se comprova a conformidade ao longo da operação.
No setor privado, essa agenda se conecta diretamente à LGPD e às regras para transferência internacional de dados, que ganharam mais clareza com regulamentações e orientações da ANPD. No setor público, o tema também se consolidou como estratégia de soberania digital, com iniciativas de “nuvem de governo” voltadas à autonomia e à proteção de dados sob gestão estatal.
Com a expansão de operações por regiões, o avanço de modelos de IA e a crescente preocupação com regras locais e continuidade, a Nutanix aponta que a soberania no Brasil tende a se consolidar como infraestrutura crítica, com controle e confiança para escalar o digital.
Quando o dado circula, a proteção depende de visão
Na prática, a proteção de dados falha menos por falta de intenção e mais por falta de visibilidade. Em ambientes distribuídos (data center, múltiplas nuvens, edge e operações com conectividade limitada), o dado deixa de “morar” em um lugar só. Ele passa a circular, replicar e ser processado por diferentes aplicações e, cada vez mais, por sistemas automatizados por IA.
Quando esse ecossistema cresce com ferramentas e políticas desconectadas, a governança vira um mosaico: regras variam por ambiente, auditorias ficam mais lentas e a organização perde velocidade para conter incidentes, ajustar controles ou demonstrar conformidade. Nesse contexto, o Dia Internacional da Proteção de Dados deixa de ser apenas um marco de conscientização e se torna um alerta de gestão: liberdade e privacidade dependem de controle efetivo, não apenas de documentos.
Sem enxergar o ciclo do dado de ponta a ponta — onde está, por onde passa, quais sistemas acessam, sob quais permissões e com quais evidências — o risco se multiplica: crescem pontos cegos, aumenta o espaço para erro humano e surge terreno fértil para abuso de credenciais, vazamentos e fraude.
IA agora tem identidades não humanas
A entrada da IA no cotidiano corporativo adiciona uma camada decisiva de complexidade. Com agentes assumindo rotinas, integrações e automações, cresce o volume de identidades não humanas que operam com acesso a informações sensíveis. O desafio deixa de ser apenas controlar usuários e passa a incluir governança sobre o comportamento e o alcance dessas automações: o que podem acessar, o que podem executar e como isso é auditado.
Nesse cenário, soberania deixa de ser conceito e vira exigência operacional: não basta afirmar onde os dados estão. É preciso manter controle, rastreabilidade e capacidade de comprovar conformidade de forma consistente, mesmo quando dados e aplicações se movimentam entre ambientes.
Em síntese, em 2026, proteger dados pessoais — e os direitos de liberdade e privacidade associados a eles — exige que as organizações tratem soberania, governança e resiliência como infraestrutura crítica.
“No Dia Internacional da Proteção de Dados, vale reforçar que esse tema não é restrito à área jurídica ou à TI: é um pilar de liberdade e de confiança na vida digital. À medida que a operação se distribui entre data centers, múltiplas nuvens e edge, e a IA eleva o valor e o risco do dado, aumenta também o impacto social de falhas de governança. Dados expostos viram combustível para golpes, extorsões e fraudes que corroem a confiança no ambiente digital. Por isso, é essencial assegurar quem controla, quem acessa e como se comprova conformidade ao longo da operação, preservando segurança, continuidade e inovação com responsabilidade”, afirma Marlon Menezes, engenheiro de Sistemas da Nutanix.


















